Pesquisa personalizada

Residencial Mar Verde Praia da Mococa Tabatinga

b

Siga PaulaAdria on Twitter

TEMPO DETALHADO

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

PESQUISA: CIDADES PODEM SEREM DESTRUIDAS PELO MAR - CARAGUA ESTA NA LISTA


AVANÇO DO MAR SOBRE CARAGUATATUBA
MARIANA BARROS
da Folha de S.Paulo
O município de Caraguatatuba, no litoral norte de São Paulo, pode se resumir a uma ilha em 2100. O prognóstico foi apresentado durante o Viva a Mata, evento da ONG SOS Mata Atlântica , no parque Ibirapuera (zona sul).
Pesquisadores simularam em mapas possíveis elevações do nível dos oceanos nos próximos séculos, provocadas por mudanças climáticas como o aquecimento global.
"Previsões mais conservadoras indicam uma elevação do nível do oceano de 66 cm em 2100; outras, mais apocalípticas, prevêem um aumento de até seis metros", afirma Eduardo Reis Rosa, da empresa de geoprocessamento ArcPlan, um dos autores do estudo.
Se a simulação de seis metros parece alarmista demais, é preciso considerar que a de 66 cm é a mínima elevação prevista.
Planícies
A simulação foi feita nos municípios de Caraguatatuba, em São Paulo, e Niterói, no Rio de Janeiro, por serem áreas de planície litorânea. Também está em andamento um estudo semelhante sobre Iguape.
Em Caraguatatuba, cerca de 60% da área de praia ficará submersa se o oceano subir apenas 66 cm. Caso a elevação chegue a seis metros, mais de 16 quilômetros quadrados de área urbana e 0,2 quilômetros quadrados de mata atlântica serão inundados --apenas a parte central da cidade ficará acima do nível da água. O estudo abrange 320 km2 dos 484 quilômetros quadrados do município.
Já Niterói ganhará cara de Veneza se o mar avançar por ruas e avenidas; 0,6 km2 de vias será engolido pela água se o mar subir seis metros, assim como 0,04 quilômetros quadrados de árvores da mata atlântica. Com um avanço de 66 cm, 0,05 km2 de praia ficará debaixo d'água. A área de abrangência do estudo é de 13,6 quilômetros quadrados dos 129 quilômetros quadrados do município.
Segundo os pesquisadores, que usaram imagens feitas a partir de 1973 para compreender a dinâmica dessas cidades, é preciso considerar esses cenários nas ações de planejamento municipal e zoneamento ambiental dessas regiões
Santa Catarinacidade de Florianópolis (SC) receberá R$ 10 milhões do governo federal, em caráter de emergência, para a realização de obras que possam conter o avanço do mar na praia da Armação, região sul da cidade. o anúncio foi feito pela senadora Ideli Salvatti (PT) e pelo prefeito Dário Berger (PMDB) aos moradores de um dos locais mais atingidos pelas ondas. Vinte caminhões carregados com pedras iniciaram as obras.
Segundo Berger, um muro de pedras de aproximadamente 80 mil m² será construído na praia para tentar conter o avanço do mar e evitar que a água atinja casas e um rio da região. Ele disse que órgãos ambientais e integrantes do Ministério Público participaram das reuniões para se chegar a um acordo sobre o que deveria ser feito.
"Essa é uma catástrofe natural impressionante. A situação dos moradores é dramática", afirmou. "Decretamos emergência, conversamos com órgãos ambientais para que pudéssemos ter a segurança jurídica e licenciamentos para construção de muro", disse.
Na estrutura, serão utilizadas pedras de 2 t que poderão suportar o impacto do mar. O muro, entretanto, não é a solução definitiva para o problema, disse Berger. "Estamos isolando as áreas mais críticas, depois construiremos esse muro para conter a fúria do mar. A partir daí poderemos começar um projeto para tentar recuperar a praia da Armação", afirmou
Rio deJaneiroUma pesquisa da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) , mostra que serão necessárias obras para conter o avanço do mar das praias do Rio de Janeiro.

A ressaca deste fim de semana diminuiu a faixa de areia no Arpoardor, na Zona Sul da cidade. Em Cabo Frio, na Região dos Lagos, as ondas fortes trouxeram alguns prejuízos.

Na Praia do Forte, o asfalto está afundando em alguns pontos e, por segurança, o trânsito chegou a ser parcialmente interditado.

No Arpoador, na Zona Sul, o problema, que é causado por uma ressaca, pode se tornar definitivo. Segundo o estudo, a elevação do nível dos oceanos poderá fazer com que muitas praias desapareçam e as faixas de areia que protegem a orla poderão ser engolidas pelo mar.

O pesquisador da Coppe/UFRJ, Paulo Rosman, coordenou a equipe que pesquisou a Região Costeira do país e explicou que as consequências do aquecimento global serão sentidas, mas de forma lenta. E que mesmo assim, o poder público já deve começar a se preparar parar as mudanças.
"Se o poder público tomar medidas, vamos ter progresso social e melhoria ambiental para enfrentarmos as mudanças que virão", disse Rosman.
Na cidade do Rio, a pequisa mostra que há necessidade de aumentar a faixa de areia das praias do Arpoador, Ipanema, Leblon e São Conrado, na Zona Sul e Barra e da Macumba,na Zona Oeste .
Pelos cálculos do especialista, em três dessas praias seria preciso investir R$ 20 milhões. Alteração de ventos e marés também estão previstas e os chamados extremos climáticos, que são longos períodos de seca e temporais em um curto espaço de tempo.
A Secretaria do estadual do Ambiente informou que já está avaliando onde serão feitos os investimentos.
O problema também é provocado pela ocupação desordenada da orla. Os prédios apareceram no cenário de mar e montanha, na Praia da Macumba. Segundo o oceanógrafo David Zee, as construções foram feitas perto da praia e sobrou pouco espaço para a urbanização. A ciclovia e a calçada ficaram ainda mais expostas à força das ondas. A obra não resistiu.
No NordesteO litoral do Nordeste, o mar tem provocado estragos. Em pelo menos três cidades, as ondas avançaram sobre ruas e casas. Em João Pessoa, a onda forte atingiu em cheio as crianças.
Em Baía da Traição, na Paraíba, a maré subiu 2,8 metros acima do nível normal. A água invadiu casas, restaurantes e prédios. Em fevereiro, a prefeitura decretou situação de emergência por causa do avanço do mar.
No Recife, os bares fecharam duas horas mais cedo na segunda. O mar também subiu rápido. Há seis anos, a casa de um casal que sempre quis morar na beira da praia tinha 11 metros de areia na frente do terreno. Agora, o mar já bate no muro.

Em São Luís, construções simples ou edifícios luxuosos, nada escapa da fúria do mar. Pneus, sacos de areia, muros de concreto. Na noite de segunda-feira, foi registrada a maior maré deste ano na capital do Maranhão: 6,5 metros.

Um trecho de uma praia em São Luís está bloqueado, mas não se trata de nenhuma obra pública. Foram os moradores de um condomînio que gastaram mais de R$ 20 mil para comprar pedras. Elas estão sendo usadas para erguer uma barreira de contenção e impedir que a próxima maré alta leve tudo que encontrar pela frente.

Muita gente acredita que o mar está mesmo avançando sobre o litoral do Nordeste, mas os pesquisadores ainda não chegaram a uma conclusão. Eles explicam que, em março e setembro, quando o sol fica alinhado com o Equador, acontecem as maiores marés do ano. Além disso, nesta semana a lua cheia aumentou ainda mais o nível do mar.

A elevação no nível dos mares decorrente do aquecimento global poderá potencialmente afetar, até o final deste século, até 42 milhões de pessoas que habitam cidades litorâneas no Brasil. Por conta do calor, casos de doenças como febre amarela, malária e dengue devem aumentar. A Amazônia pode esquentar até 8C, com vastas porções de floresta cedendo lugar a uma vegetação semelhante ao cerrado.
o mar e instável

Nos últimos anos, o avanço do mar vem preocupando a população que reside na zona costeira, a comunidade científica e os órgãos públicos envolvidos nessa temática. O Geógrafo e Doutor em Geologia costeira e oceânica pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e técnico da gerência costeira e do ar do Ministério do Meio Ambiente (MMA) João Luiz Nicolodi explicou que o nível dos oceanos já subiu e baixou diversas vezes ao longo da história do planeta. Para ele, o que preocupa atualmente é que as atividades humanas podem estar interferindo no ciclo natural e causando uma subida mais rápida do que se esperava.
Segundo ele, pesquisas atuais apontam o aquecimento global como a grande causa do avanço do mar. Como conseqüências desse avanço, ele destaca a alteração dos ecossistemas costeiros que afeta a vida marinha nos oceanos. Um exemplo são os manguezais considerados os "berços" da vida aquática no planeta. "Uma elevação do mar pode "afogar" esses ecossistemas, alterando a sua dinâmica e influindo de maneira muito negativa no ciclo de diversos organismos marinhos", concluiu.
Outro impacto diz respeito à erosão costeira que ocorre quando o mar "leva" parte das praias. Atualmente os estudos apontam processos erosivos em quase todas as partes do mundo. "Na Europa, mais de 20.000 km de litoral estão sob processos de erosão. No Brasil, aproximadamente 40% de nosso litoral está sendo "engolido" pelo mar", disse.
Ele destaca ainda que as mudanças climáticas afetam a vida dos oceanos. "Os recifes de corais já parecem sentir esse problema. Em muitos deles detecta-se o problema do branqueamento, o que acaba resultando na morte dos corais", finalizou.
O técnico do MMA alerta que não há uma receita para solucionar o problema; o que deve ser feito é pensar em adaptação e mitigação dos efeitos. Ele alerta que sair por aí construindo muros e mais muros na orla não é necessariamente o correto. "Claro que nos casos mais graves essa é a solução "final" a ser adotada, mas existem alternativas como o "engorde" de praias, que consiste em recuperar o perfil de uma praia com a recolocação de areia e monitoramento das condições oceanográficas", concluiu.
Sobre a existência de dados e levantamento técnico no litoral brasileiro acerca do tema, João destaca o livro "Erosão e Progradação no Litoral Brasileiro". Essa publicação do MMA é o maior e mais aprofundado levantamento feito sobre a erosão no país, tendo envolvido mais de 50 pesquisadores nos 17 estados costeiros.O livro pode ser acessado no www.mma.gov.br/sigerom

Nenhum comentário:

Postar um comentário

relogio

j

j

Família Moraes

PAZ

IMAGENS DA TRILHA PARA O POÇO VERDE

IMAGENS DA TRILHA PARA O POÇO VERDE

POÇO VERDE

POÇO VERDE

POÇO VERDE

POÇO VERDE

POÇO VERDE

POÇO VERDE

POÇO VERDE

POÇO VERDE

Ídios brasileiros aldeia de Ubatuba S.P.

Ídios brasileiros aldeia de Ubatuba S.P.

Caraguatatuba e distancias

Ubatuba-SP 52,4 km Bertioga-SP 126 km Guarujá-SP 157 km São Paulo-SP 175 km Praia Grande-SP 186 km Santos-SP 187 km Itanhaem-SP 224 km Jundiaí-SP 223 km Campinas-SP 253 km Rio de Janeiro-RJ 418 km Belo Horizonte-MG 634 km

PREVISÃO DO TEMPO

Ocorreu um erro neste gadget
Ocorreu um erro neste gadget

DICAS PARA BLOGS

Cute Baby Animal Pictures

Latest Fashion Trends

PLACAR DE JOGOS DE FUTEBOL

ASSISTIR FILMES GRATIS


BANDEIRA DO BRASIL

BANDEIRA DO BRASIL

PRESIDENTE DO BRASIL / DILMA

PRESIDENTE DO BRASIL / DILMA

MARINHA DO BRASIL

MARINHA DO BRASIL

EXÉCITO DO BRASIL

EXÉCITO DO BRASIL

FORÇA AÉREA DO BRASIL

FORÇA AÉREA DO BRASIL